
“As coisas mudaram um pouquinho desde que você foi morar na sua “nova casa”. E algumas coisas continuam do mesmo jeito, com a mesma veia. Acredito que você era um alicerce pra nossa família. Antes era “nós” agora ficou muito mais “eu” do que eu gostaria.
Mas não quero me lamentar. Muito pelo contrário. Quero celebrar o amor vivido. Com toda intensidade com que foi vivido, com toda verdade com que foi sentido. Quero poder dizer que esse amor continua vivo e forte. E sempre estará. Eu vou sempre me lembrar da minha mãe querida, que eu tanto amo e que, pra mim, passou a ser símbolo de amor. De amor compartilhado. De confiança pra poder ser o que se é sem reservas. E olha, eu tenho aprendido muito com as pegadas que você deixou. Tenho esperança de um dia poder ser para alguém o que você é pra mim. Porque eu também quero contagiar quem quer que seja com esse amor, que eu aprendi tanto com você.
Eu guardo você no meu coração. Guardo porque eu sei que você está ali, sempre deixando esse amor fluir. Esse amor que brota fácil, que nunca mais vai embora. Gosto de imaginar que você ainda pode me ouvir. E às vezes conto pra você como foi meu dia, me exponho por inteiro, mesmo sem pronunciar uma palavra.
Sei que enquanto esteve aqui, pôde me amar e eu sou muito grata por ter sido alvo desse amor. Ele foi correspondido. E ainda é.
Até o dia em que formos morar juntas de novo, aí, na sua nova casa, o céu.
Te amo, MÃE.”
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